Petrobras investe tanto em mídia online como em veículos tradicionais

2 de Julho de 2009

Apesar de toda exposição na mídia causada pela polêmica de publicar a íntegra de respostas dadas aos jornalistas, a Petrobras está investindo em links patrocinados nas redes Adwords e Adsense  do Google e também no Yahoo Search Marketing para anunciar e divulgar o seu blog Fatos e Dados.

Segundo a assessoria da estatal, foram gastos R$ 50.000,00, por um período de 30 dias, para a veiculação de anúncios nos sites de busca Yahoo e Google, em seis outras redes de pesquisa, entre elas Terra, Ig e MSN e em 12 portais de conteúdo. A empresa justifica o investimento com os resultados obtidos. Em 17 dias de campanha foram mais de 106 mil cliques que remeteram ao blog, o que representa aproximadamente 6 mil acessos por dia.

Segundo a Petrobrás, no seu planejamento de mídia, a internet recebe o mesmo tratamento que os veículos tradicionais. Os meios digitais são considerados de extrema importância, pela eficiência que apresentam e pela associação da marca da Companhia à inovação e avanço tecnológico.

A Petrobras tem realizado campanhas na internet com o objetivo de trazer usuários aos sites e hotsites da empresa, facilitando o acesso direto à página e direcionando internautas interessados em visitar os conteúdos online da Companhia. No caso do Blog Fatos e Dados, a campanha de links patrocinados tem como objetivo potencializar a visitação ao site e, consequentemente, ampliar a divulgação de informações e esclarecimentos da Companhia em relação à CPI. O uso de links patrocinados é uma das estratégias que a Petrobras adota em campanhas na internet, que podem incluir, ainda, veiculação de banners, vinhetas, anúncios, quizz, entre outros.

Conforme informado no próprio blog, a Petrobrás entende que o uso de link patrocinado é recomendado em campanhas online pela sua eficácia em atrair internautas e pelo baixo custo de investimento se comparado ao da mídia gráfica na internet (banners e outros formatos).

Os conceitos e valores que a Petrobrás dá à publicidade na internet estão corretos. É ótimo saber que uma empresa desse porte pense que a internet deve receber a mesma importância dos veículos tradicionais. Mais uma razão para tornar a campanha mais rentável então. Em parte, concordo com o fato defendido em matéria publicada pelo portal Comunique-se de que não seria necessário anunciar o blog nos links patrocinados visto que a própria polêmica divulgada amplamente já seria suficiente para atrair audiência, dispensando, portanto investimentos nesse sentido. Segundo me consta, a utilização correta da verba contribui para tornar uma campanha mais rentável. A utilização de blogs em campanhas de marketing e comunicação é uma estratégia totalmente adequada, mas a empresa poderia reduzir os investimentos na divulgação do blog se postasse adequadamente as informações no próprio blog, que certamente apareceria muito bem posicionado nos resultados orgânicos dos sites de busca, o que não acontece. O sistema de blog WordPress permite a publicação de posts de forma otimizada fazendo com que esses posts sejam facilmente localizados nos sites de busca.

Parece que os responsáveis pela comunicação da estatal não estão muito preocupados em criar um blog otimizado para os sites de busca. É muito mais fácil pagar links patrocinados. E caro também. Mas dinheiro não é o problema.

Para a Petrobrás pelo menos. Mas o mesmo não pode ocorrer com as empresas que devem empreender seus esforços de marketing com responsabilidade. O sucesso de qualquer campanha está vinculado à eficácia das ações e aos valores investidos.

E para você empresário, o que é melhor? Pagar ao Google e ao Yahoo “pelo resto da vida” para o seu site aparecer ou ter um site ou um blog bem otimizados e entre as primeiras posições sem custos adicionais “pelo resto da vida”?

Que tipo de ação determina realmente a compra na internet? A busca ou o branding? Sites de busca ou banners?

26 de Junho de 2009

Já há bastante tempo, a publicidade em sites de busca está recebendo o maior crédito pelo fechamento de transações online em detrimento de ações de branding na internet. Nos primeiros momentos da web, o banner era praticamente o único formato publicitário. Então não tínhamos como questionar ou escolher. Logo a seguir começaram a surgir Altavista, Yahoo! (Cadê? no Brasil) e finalmente o Google. E aí tudo mudou. Mas num primeiro momento só se falava dos resultados orgânicos. Com o formato de publicidade barata (ao contrário dos banners), os links patrocinados passaram a dominar o meio publicitário online porque se tornaram acessíveis a empresas de todos portes e finalmente porque os anúncios eram exibidos no meio com maior apelo de compra: os sites de busca. Afinal, é onde 80% (em média) dos internautas procuram o que desejam.

Agora mais recentemente, já quase no fim da primeira década do século 21 (como passa rápido!), surgem os  sites de relacionamento ou redes sociais.

O que realmente é que define a ação de compra junto ao consumidor? Será o ‘último clique’ - aquele que é feito nos sites de busca movido pelo interesse e conduz ao site do anunciante? Ou será toda exposição à marca feita ant3eriormente?

Será que o clique final acaba desconsiderando o impacto que banners, comentários, indicações, conteúdo, vídeos e comunidades produziram sobre o consumidor?

Você vai ao site do anunciante porque foi exposto à uma marca de alguma das formas acima ou porque procura num site de busca aquilo que deseja?

“The best job in the world” fica com o GP em Cannes 2009

22 de Junho de 2009

O Grand Prix, no Festival de Publicidade de Cannes deste ano ficou com a Austrália, que utilizou a internet para divulgar as vantagens do turismo em Queensland a um amplo público global. Para isso, criou a ação “The Best job in the world”, em que recrutava candidatos ao que chamava de melhor trabalho do mundo: cuidar de uma ilha, atualizar um blog e receber cerca de US$ 100 mil pelos seis meses de atuação. Durante todo o processo de seleção do funcionário, a mídia do mundo todo repercutiu tanto a criação da vaga quanto a escolha dos finalistas e do vencedor. Estima-se que tenha atingido algo equivalente a US$ 100 milhões de mídia espontânea em vários países do mundo. A campanha custou apenas US$ 1,5 milhão. Lord Tim Bell, presidente do júri, atribuiu o sucesso do trabalho ao fato de que “é uma campanha simples e altamente contemporênea”. O trabalho agradou também ao júri do Direct Lions: o case venceu o GP também na categoria e já acumula dois Grand Prix.

Dá uma olhada e vê se você gosta do lugar e do emprego:

Mídia online cada vez mais forte nos EUA. No Brasil continua tudo igual

18 de Junho de 2009

Esta semana publiquei um artigo no site emarket com o título “E a verba publicitária vai de novo para o offline”. Há poucos dias estava “bisbilhotando” em sites de notícias e blogs e vi uma notícia que informava os valores investidos em publicidade o Brasil e quais os veículos escolhidos.

Surpreendemente a internet aparece com apenas 2,7% do total. E foi isso que motivou esse artigo.

Enfim, parece mesmo que apesar do crescimento acelerado da utilização da internet pelo público, parece que os anunciantes ainda não compreendem os inúmeros benefícios que o marketing online pode proporcionar.

Continuei procurando mais informações sobre o assunto e encontrei no site Webinsider uma opinião sobre o que aconteceria se, de repente, as agências e empresas resolvessem aumentar os investimentos em internet.

Vejam que pérola:
“Para absorver esse aumento de verba, sendo bastante “econômico”, seria preciso ampliar a equipe em, no mínimo, 5 profissionais (um gerente de projetos, um mídia, um redator, um diretor de arte e um producer). Se 100 agências contratassem 5 profissionais cada, teríamos uma demanda de 500 profissionais. Isso contando apenas as agências médias/grandes. Se está difícil hoje achar um bom profissional, imagine 500.
Haveria também fatores externos: será que os fornecedores conseguiriam atender tanta demanda? Será que os veículos teriam espaço para tantos anunciantes? Em dezembro de 2007, por exemplo, foi difícil encontrar espaços disponíveis para anunciar online.”

Aí não dá… Querem me deixar louco. Tá certo que esse texto foi escrito no ano passado mas assim mesmo… Faz favor…

Aí pra piorar a coisa e eu não compreender mais nada mesmo, encontro no AdNews uma nota hoje que informa que “em busca de modelos de negócio mais eficientes e novas formas de atingir seu público, diversas empresas têm deixado de lado os investimentos publicitários em mídias tradicionais para apostar nos meios digitais.”

Claro que logo eu compreendi que esta notícia e o vídeo (veja mais abaixo) que mostra o declínio das mídias tradicionais causado pela “revolução digital” se referem ao mercado norte-americano.

Nos EUA (e na Europa também) o futuro já chegou. No país do futuro ainda estamos atrasados.

O que você pensa? O que impede que a internet cresca no Brasil como veículo publicitário?

Veja o vídeo:

A publicidade no YouTube

16 de Junho de 2009

Expandir o alcance de ações criativas de marketing, através do Youtube, tem se mostrado eficiente para os anunciantes. Ainda mais quando o próprio cliente torna-se o “disseminador” da mensagem publicitária

Quando você acha interessante algo que ouviu ou assistiu, qual a tendência? Mostrar para um amigo ou vários deles, não é? E se o tal amigo gostar e passar para outros tantos e assim sucessivamente como um… vírus? Só mais uma pergunta: e se toda essa “contaminação” for feita através de uma rede social da Internet? Bem, se você não for exageradamente excêntrico, pense no bocado de gente que vai acabar “provando” daquilo que você gostou.

Taí o sonho de toda mensagem publicitária na Web: nessa onda, propagar-se. Cair no gosto popular - ou pelo menos nas mãos certas - a ponto de ser retransmitida espontaneamente. Tornar-se viral. Veiculação a custo zero no alcance de mentes (leia-se clientes) simpatizantes. Com a crescente procura por vídeos online, quem ganha destaque como ferramenta desse “marketing viral” é o Youtube, líder no ranking de websites para o compartilhamento de vídeos.

Marketing e publicidade no YouTube“A rede social, Youtube, bateu o recorde de cem milhões de usuários nos Estados Unidos, em janeiro deste ano, segundo a consultoria ComScore; e ocupa a quinta posição no ranking de sites de maior visitação no Brasil, de acordo com os dados do Alexa.com. Seguindo esta multidão estão os publicitários, buscando alavancar a imagem de seus clientes através de campanhas cada vez mais criativas no portal”, afirma o publicitário Thony Conde, da agência 333 Propaganda.

Marketing Viral
A criatividade a qual se refere Conde é fundamental para otimizar a estratégia de marketing viral, uma das técnicas mais exploradas pelos publicitários para mídias sociais, como o Youtube. Uma das campanhas mais “virulentas” foi desenvolvida, em 2005, pela agência britânica Wieden + Kennedy para lançar a chuteira da Nike. O vídeo “Touch of Gold” trazia o jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho chutando uma série de vezes seguidas a bola na trave. A página tem quase 29 milhões de exibições.

A veiculação de ações pontuais também têm ganhado o mundo com a Internet. Aqui no Ceará, a agência Verve Comunicação postou o making-of de uma ação desenvolvida no aeroporto internacional de Fortaleza, em 2008. O vídeo mostrava o processo de montagem de uma mala de acrílico transparente cheia d’água e com trajes de banho e depois colocada na esteira de bagagens. Interessante mesmo foi ver a reação das pessoas. A ação fez parte da campanha de verão “Porque nós somos feitos de água”, para o Beach Park.

Outras incursões que repercutiram bem na Web foram iniciativa da Bolero Comunicação. A mais recente mostra o making-of da montagem de um aquário num ponto de ônibus, na capital. Desenvolvida para a Aquário Mania, a peça carregava o slogan: “Mais vida para qualquer ambiente”. A outra, sob o título “Palito” foi desenvolvida para a Putz Vídeo e Sex Shop, e ganhou o Prêmio Profissionais do Ano 2008. “Se se investe em ações pontuais, é com a Internet que você vai conseguir levá-la para quem não está lá e o Youtube é uma maravilhosa ferramenta de viralização”, diz o publicitário David Alencar, da Bolero.

Com a palavra os publicitários:

“O Youtube está sendo utilizado pela maioria das agências como ferramenta de marketing viral, buscando criar um nicho dentro de outro. Existe uma tendência em andamento, mas por enquanto ainda é o paraíso da bizarrice, dos obcecados pela fama instantânea e recuperação de arquivos visuais até então tidos como raros”.
Fernando Costa, da Verve Comunicação

“O Youtube é uma poderosa mídia de divulgação de campanhas. Todo VT que entra na televisão convencional no mesmo dia vai também para o portal. Além de aumentar a cobertura, ele permite uma frequência ilimitada na divulgação e a manutençao de um portfólio sempre atualizado da agência”.
Miguel Saboya, da Ponto Inicial

“O Youtube vem crescendo exponencialmente e as empresas de publicidade procuram auxiliar os empresários a darem um pouco mais de importância a esse tema. Através dele, podemos observar que quem viu o vídeo foi porque estava interessado ou recebeu indicação de alguém que gostou. Trata-se de uma publicidade mais direta com o consumidor”.
Marina Moraes, da Mota Comunicação

“Dentre as diferenças deste tipo de mídia para as demais podemos citar a censura quase zero, a gratuidade na veiculação e a possibilidade de atingir pessoas em todos os cantos do planeta. Outro fator atraente é a possibilidade dos comerciais serem mais longos e, em alguns casos, até mais ousados”.
Natashia Bedê, da LS Estratégia

“Além do custo, a principal diferença do Youtube para outras mídias é o impacto causado só em quem assim o deseja. Assim, o poder de persuasão da publicidade é ampliado. Isso exige que o material publicitário seja, antes de tudo, de entretenimento. A mensagem viria ‘em segundo plano’. Em Fortaleza, contudo, esta ainda é uma prática pouco utilizada”.
Mário Ribeiro, da Promosell Comunicação

E mais:

- Pesquisa realizada pelo Youtube revelou que 50% dos entrevistados assistem a vídeos na Internet uma vez por dia*.
- 79% justificam esse costume pela praticidade da Internet: pode-se assistir ao que se deseja, na hora em que se quer*.
- Marketing viral é a técnica usada para tornar conhecida uma marca em nichos de mídias sociais como Orkut, Facebook, Myspace, Twitter e Youtube, por exemplo. Se bem sucedida, a peça publicitária é reproduzida como “epidemia”.
- Além de postar vídeos de forma gratuita, com o marketing viral ou com a criação de um canal oficial, os anunciantes podem comprar espaços de mídia disponibilizados pelo portal.
- Dados apresentados pelo Youtube ao mercado publicitário, em fevereiro deste ano, segundo afirma o publicitário Thony Conde, da agência 333 Propaganda.

Luar Maria Brandão - Especial para O POVO

Encontre seu emprego através das redes sociais

15 de Junho de 2009

Com a mudança de comportamento de empresas e pessoas devido aos avanços da tecnologia, os sites de relacionamento social são a mais nova arma para quem quer entrar no mercado de trabalho. Muitas oportunidades de emprego estão sendo encontradas através do Orkut, Twitter, Linkedin, Facebook e My Space.

A nova onda vem ganhando cada vez mais adeptos em vários países, em especial nos Estados Unidos, onde, o Twitter acabou de lançar uma ferramenta chamada Twitter Jobs, somente destinada à publicação de vagas de emprego.

E, no Brasil, a moda também já está pegando: empresas começam a utilizar essas mídias para se apresentar ao público ou oferecer vagas de trabalho, enquanto os internautas ficam atentos a novas oportunidades e buscam participar de grupos de estudo, debates ou adicionar pessoas que estejam ligados a áreas profissionais de seu interesse. Muitos, assim que perdem o emprego, enviam mensagens ou tweetam mostrando estar ‘fora do mercado de trabalho, o que pode abrir caminho para uma nova oportunidade.

O uso dos sites de relacionamento é cada vez mais importante no processo de recrutamento e conhecimento de um candidato, afirma Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, já que, cada vez mais, as pessoas estarão presentes nas redes e é uma excelente forma de entrar em contato com esses candidatos. Sendo assim, acrescenta, as empresas devem criar seus processos de comunicação e atração de candidatos pelas redes sociais, mostrando os benefícios de se trabalhar naquela organização específica.

Existem redes sociais específicas opara cada geração e área. Cada comunidade requer uma comunicação específica. Cada geração tem interesses específicos que devem ser compreendidos na hora dessa comunicação. Não basta transferir o anúncio de jornal ou revista especializada para a mídia social. Trata-se de uma nova forma de comunicação e deve-se encontrar a forma adequada de se integrar a comunidade onde os candidatos estão presentes e, assim, conhecer seus diferenciais competitivos.

Segundo Eline, as áreas de Recursos Humanos têm um dever de casa a ser feito, monitorando essas comunidades e interagindo com elas. É a comunicação integrada ao RH, diz, analisando se o recrutamento por aquela comunidade vai surtir efeito e se a visão dos candidatos sobre a empresa é boa.

A empresa já recruta por mídias sociais há algum tempo. O Linkedin e o Orkut foram os primeiros a serem utilizados e, como o resultado apresentou-se cada vez melhor, passou a ter uma equipe de mídias sociais encarregada de inserir o Grupo Foco nestas comunidades, estabelecendo uma relação com elas.

Em relação ao processo de entrevistas, a presidente do Grupo Foco diz que as empresas devem olhar os dados que os candidatos colocam nas diversas mídias sociais: - Os dados estão lá, disponíveis. Então, porque não usá-los? Já temos conhecimento de empresas que entrevistam um candidato com seus dados do Orkut, Linkedin, Facebook, Slideshare, Youtube, Twitter ou Flickr nas mãos. A forma como este candidato se coloca é muito reveladora - afirma.

Fonte: Gazeta do Povo

Twitter: revolução ou moda?

9 de Junho de 2009

O Twitter tem crescido de forma explosiva. Segundo dados da consultoria americana Compete, especializada em estatísticas para a internet, o número de usuários saltou de 600 mil para 14 milhões em um ano, passando a frente do New York Times. É a rede social que mais cresce nos Estados Unidos.

O serviço vem desfrutando de um surto recente de popularidade devido à adesão de celebridades como o ator Ashton Kutcher e a apresentadora de televisão Oprah Winfrey, que o elogiaram publicamente e enviam “tweets” para alertar os leitores sobre notícias urgentes ou informá-los quanto às atividades mais mundanas dos remetentes. O presidente norte-americano, Barack Obama, usou o Twitter durante a campanha eleitoral do ano passado, e outras celebridades no Twitter incluem o astro do basquete Shaquille O´Neal e as cantoras Britney Spears e Miley Cyrus.

A maior parte das notícias sobre a internet hoje trata sobre o Twitter. Diariamente, fatos acabam repercutindo positivamente em relação à ferramenta como importante ou principal ferramenta de comunicação da internet atual. Há poucos dias, o prefeito de São Francisco, Gavin Newsom, e o co-fundador do Twitter, Biz Stone, anunciaram um serviço especial no Twitter, no qual as pessoas poderão mandar qualquer tipo de mensagem, de reclamações a sugestões, além de dúvidas.

No Brasil também o meio político está se ligando no Twitter. A Agência Senado e aq agência Câmara criaram perfis no Twitter para fornecer informações sobre as atividades, votações e audiências públicas. Segundo informações, a opção teria ocorrido em razão da rapidez e praticidade com que o serviço pode divulgar notícias para milhões de usuários.

Para completar a Time dedicou a capa desta semana para o site de micro-mensagens. Em um artigo, o escritor Steve Johnson explica como a forma pela qual os internautas subverteram a premissa inicial da ferramenta (O que você está fazendo?), transformou-a no meio de comunicação mais ágil e revolucionário da atualidade.

É uma febre! Uma revolução! - Será?

Twitter

Em pesquisa recente, a Nielsen chama atenção para a maneira explosiva com que o Twitter entrou em cena e está mudando o panorama do segmento de rede social. Mas alerta também para o fato de que os numeros indicam que um site de social network pode crescer rápido e cair rapidamente - “Lembram do Friendster? Lembram de quando o MySpace era uma força imbatível? Nem o Facebook nem o Twitter estao imunes” - analisa Jon Gibs, porta voz da pesquisadora.

Um levantamento da Purewire aponta que 25% dos usuários do Twitter não seguem nenhum perfil, enquanto 30% não têm nenhum seguidor.

Com base na análise de mais de 7 milhões de contas do Twitter, a empresa de segurança online Purewire concluiu que 40% dos usuários do serviço não postaram mensagens no microblog desde o dia em que criaram o perfil. Além disso, quase 80% têm menos de 10 posts. A análise dos perfis no Twitter incluiu o número de posts, interação entre usuários e nível de atividade das contas.

Outra conclusão é que 25% dos usuários do Twitter não seguem ninguém no serviço, enquanto mais de 50% seguem menos de 5 pessoas e dois terços dos usuários seguem menos de 10 perfis. Do outro lado, 30% dos usuários não têm nenhum seguidor; 70% têm menos de 5 seguidores; e 80% têm menos de 10 pessoas seguindo seu perfil no Twitter.

Outra pesquisa realizada pela universidade de Harvard entre 300 mil usuários do Twitter apontou que 90% do conteúdo do microblog é gerado por 10% dos internautas cadastrados no serviço. Conforme a pesquisa, mais da metade dos tuiteiros posta com um intervalo de 74 dias. Alguns internautas, dizem os pesquisadores, tuitaram “apenas uma vez na vida”.

Os resultados do estudo indicam que a onda de popularidade da ferramenta – que teria cerca de 10 milhões  de usuários em todo o mundo (ou até 14 milhões de usuários segundo algumas informações) – não é acompanhada por um entusiasmo no uso.

– Com base nos números, o Twitter certamente não é um serviço que todo mundo que viu adorou instantaneamente – disse Bill Heil, estudante de Harward que participou na pesquisa.

Portanto, o que parece é que o entusiasmo pelo Twitter é maior do que realmente a sua utilização.

E você amigo, o que acha? Dê sua opinião sobre o Twitter. Você utiliza o serviço? Comente.

Internautas rebatem Hélio Costa e dizem preferir web à TV

4 de Junho de 2009

“Essa juventude tem que parar de ficar só pendurada na internet. Tem que voltar a assistir TV e ouvir rádio.” O discurso proclamado por Hélio Costa, ministro das Comunicações, na abertura do 25º Congresso da Abert - Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV - gerou polêmica no mundo virtual.

Na oportunidade (mal utilizada, falou besteira…) do discurso, o ministro Hélio Costa resolveu disparar todas suas baterias a favor da TV e rádio e contra a internet

Baseado na discussão, o site Folha Online realizou enquete para a opinião dos internautas sobre o conselho do ministro. No ar entre 20 de maio a 3 de junho, o resultado foi esmagador: 4.293 dos 5.284 votantes (81%) disseram não sentir vontade de trocar computador por televisor.  Segundo a Folha, a enquete não tem valor científico e exprime a opinião dos leitores do site.

O problema não é que a “juventude” está “pendurada” na internet. A verdade é que a internet, por ser com alcance mundial e interativa, transforma o que antes era chamado de audiência, em usuários. Cada internauta é o seu próprio canal, controla, articula, comunica, ouve, lê e edita a sua própria informação. Como se não bastasse, agora cada usuário pode TER e SER a sua própria rede a partir dos sites de compartilhamento de conteúdo ou redes sociais.

Não sei qual era o objetivo do ministro, mas certamente é uma luta sem chances de vitória. Não tem como os outros veículos concorrerem pela atenção principalmente das novas gerações. A hegemonia total da intenet é questão de tempo.

Vender peixe online é coisa de português

3 de Junho de 2009

Algumas peixarias portuguesas vão passar a usar a internet como instrumento de vendas. O processo, que terá um investimento de 340 mil euros (mais de R$ 955 mil), começou há poucos dias, em Peniche, centro do país, informou o ministro luso da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Silva. Em declarações à Agência Lusa, Silva disse que será possível comprar pescado a partir de um computador, em qualquer ponto de Portugal, desde que o comprador esteja inscrito na rede.
Com o novo sistema, compradores de todo país participam em tempo real no leilão, podendo ver, através de um sistema de câmeras de vídeo instaladas na peixaria, o pescado que estiver à venda.

E aqui no Brasil como será? Você compra peixe (ou outros alimentos) pela internet?

Google libera mensuração de publicidade no Orkut

2 de Junho de 2009

O Google escolheu a consultoria Predicta para mensurar as campanhas de publicidade no Orkut.

A rede social do Google completou recentemente cinco anos e ocupa o posto de site mais acessado do Brasil. Dados não confirmados dão conta que há mais de 37 milhões de brasileiros cadastrados. Considerando que seja isso mesmo, é um dado que comprova que o Orkut é mesmo um fenômeno no Brasil.

Segundo Claudia Woods, diretora de inteligência e marketing da Predicta, as empresas já perceberam que o Orkut é uma boa opção para investimento de marketing. Dados do Ibope apontam que os internautas gastaram em média 4 horas e 40 minutos por mês acessando a rede social.

“Apesar do cenário positivo para a exposição de marcas, as empresas não mensuravam o comportamento do internauta nessa rede. Agora, com a homologação da Predicta poderemos apresentar um retrato das ações do usuário que acessam os espaços publicitários. Dessa forma, poderemos mostrar de forma clara e objetiva como as organizações podem otimizar seus investimentos nesse canal”, ressaltou a executiva.