Marketing eleitoral na web receberá mais atenção, mas não o suficiente
8 de Fevereiro de 2010Pela primeira vez totalmente liberado pela Justiça, o marketing eleitoral através da internet será utilizado em grande escala na próxima campanha política para o pleito deste ano, mas ainda não alcançará a mesma importância dedicada aos meios tradicionais.
A internet terá papel fundamental na mobilização de militantes e apoiadores informais dos partidos na campanha eleitoral deste ano. Alguns especialistas julgam que a web não terá o mesmo potencial de convencimento que rádio e televisão possuem hoje. Por outro lado entendem que o meio online tem mais capacidade de aproximar os eleitores dos candidatos, possibilitando o diálogo entre eles, e que por isso deverá receber atenção especial no mundo da política em 2010.
Seria contraditório se não fosse lógico. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV se dedica a divulgar fatos (verdades ou mentiras) aos eleitores. A internet, por outro lado, e principalmente com o domínio exercido pelas redes sociais atualmente (o Brasil é o país que mais utiliza redes sociais no mundo) proporciona que candidatos e partidos estabeleçam interatividade e comunicação com os usuários, possíveis eleitores e formadores de opinião.
Ou seja, é muito mais fácil enganar o eleitor através dos meios tradicionais. Com a internet, o veículo da informação, isso já não é tão simples, porque qualquer internauta pode buscar rapidamente pelo histórico de um candidato enquanto navega, enquanto vê a sua propaganda, seja em que formato for.
Mesmo assim, as experiências de marketing em redes sociais – como Orkut, Facebook, Twitter, Youtube e blogs – será incorporada às estratégias de campanha política depois que a legislação eleitoral tornou a internet um território livre para a proganda dos candidatos.
O próprio caráter viral das redes sociais pode ser positivo ou negativo para os candidatos. A maioria prefere não correr o risco.
Reafirmo minha esperança que a internet ajude a moralizar um pouco isso tudo.
O 
Segundo dados levantados pelo eMarketer, especializado em pesquisas e estatísticas de Marketing online, as mulheres estão dominando a rede. Divulgada em agosto do ano passado, a pesquisa revela que, com exceção de duas plataformas – a digg e o YouPorn – elas são maioria em todas as redes sociais. No Twitter e no Facebook, as mulheres são 57% dos usuários. No Myspace, chegam a 64%.




