Facebook
RSS

Para combater a crise financeira é recomendável apostar nos jornais impressos?Há poucos dias, escrevi um artigo sobre a A influência da internet e das mídias sociais no jornalismo, onde tentei tratar sobre a adequação do meio jornalístico à uma nova realidade. O artigo que publicamos no site da agência emarket, tratava da realidade do mundo online, onde jornalistas, produtores de conteúdo, agências de notícias e, claro, os leitores, “circulam” intensamente e como isso está influenciando o jornalismo.

A minha opinião final foi que os jornais serão obrigados a dar muito mais atenção ao meio internet, adequando seus negócios, as fontes de receita e os próprios periódicos para manter a comunicação e a audiência em alta.

Curiosamente, hoje, eu encontrei uma matéria publicada no dia 30 de janeiro, no site JORNALISMO PORTO NET, o jornal digital da Licenciatura em Ciências da Comunicação (Jornalismo, Assessoria e Multimídia) da Universidade do Porto. Veja a matéria abaixo:

Estudo recomenda aos jornais que limitem aposta no online

A empresa internacional de auditoria e pesquisas Deloitte prevê um “ano doloroso” para o jornalismo e aponta a revitalização das edições impressas como solução para combater a crise. O “produto físico”, leia-se, a edição impressa do jornal, deve ser protegido de forma a rentabilizar o órgão de comunicação enquanto produto pago. O cenário do “abandono” das versões digitais justifica-se, segundo a Deloitte, pela forte queda das receitas de publicidade.

A empresa anuncia ainda um 2009 “doloroso” para o jornalismo, com quebras na ordem dos 10% na circulação paga e dos 20 a 30% nas receitas de publicidade. “Mesmo os jornais que tenham dispensado metade dos seus trabalhadores poderão ter que lutar para sobreviver”, prevê a Deloitte, adiantando ainda que “um em cada dez jornais impressos irão fechar em 2009”.

O “suicídio” que é abandonar o online

António Granado, jornalista do Público, considera que “é um suicídio” abandonar o mundo digital em detrimento daquilo que já é “passado”. “Deixar de investir no online é agradar às pessoas mais velhas, habituadas ao papel”, argumenta Granado, que admite cortes no investimento na Internet, mas nunca em benefício de um jornal impresso.

“Se o online sozinho não funcionar do ponto de vista financeiro, a presença digital de um jornal deve ser reduzida significativamente de modo a encorajar as pessoas a voltarem para o produto físico”. É desta forma que as “Previsões para os Media em 2009” da Deloitte fazem uma recomendação que contraria a aposta actual no jornalismo digital.

“Provavelmente, talvez isso faça sentido numa televisão, que ainda é o meio de comunicação mais visto no mundo, mas mesmo aí tenho muitas dúvidas”, garante. Onde Granado não tem dúvidas é na “impossibilidade de um órgão de comunicação social português não ter uma presença fortíssima no online”.

Isto porque não há “qualquer hipótese” de chamar os novos leitores para o papel. “Os novos leitores já não lêem papel. Qualquer estratégia, mesmo num contexto mundial, de chamar leitores online para papel, não faz qualquer sentido”, avisa, citando o exemplo do diário gratuito Metro, que fechou as portas em Espanha, porque as gerações mais jovens “já nem de borla querem notícias nesse formato”.

Por Cristina Villas-Boas

CURTA NO FACEBOOK

One Response so far.

  1. Caio Camargo disse:

    O maior problema que o jornal enfrenta hoje nao é em relação ao seu formato, muito mais prático para se ler do que em uma tela de computador, principalmente no caso de textos e artigos longos.
    A velocidade da informação é que tem sido a principal “chaga” do meio.

    Dada a velocidade de informação que temos com a internet e os canais de notícia, com acontecimentos em tempo real, o jornal recebido ou comprado na manha do dia seguinte, fica com cara de “notícia velha”.

    A saída, a meu ver, é focar em conteúdo e profundidade.
    Bons artigos, comentaristas e opiniões são o que mantém a fidelização de alguns leitores.

    Temos também a revolução dos jornais populares e até mesmo dos gratuitos como o Destak e o Metro. Um mercado totalmente diferente e que atinge diretamente uma casta da sociedade que ainda vê o jornal como um meio de se sentir “incluído” na sociedade. Ler jornal, para muitos é uma questão de ascensão intelectual, uma maneira de se destacar entre seu circulo social.

    Um grande abraço e boas vendas

    Caio Camargo
    FALANDO DE VAREJO
    http://falandodevarejo.blogspot.com


Como podemos divulgar seu site:

  • Campanha de Links Patrocinados no Google Adwords
  • Otimização de site - SEO Otimização Site
  • Campanha de marketing nas redes sociais
  • Criação de site Otimizado - Desenvolvimento de site