Olimpíadas sociais. Nunca os Jogos Olímpicos tinham sido tão documentados como esta edição de Londres. Pessoas andam com seus celulares prontos para captar qualquer detalhe, de atletas no metrô a balés nos intervalos de jogos e choros em pódios, e disseminar todas essas informações para o mundo através das redes sociais.
Dentre todas as redes sociais, nessa olimpíada o Twitter é a que está sob os holofotes, com atletas tuitando sobre os jogos e fãs ao redor do mundo oferecendo seu apoio ao microblog. No geral, somente em número de tweets diários houve um aumento de 1,1 milhão em 2008 – ano da disputa em Pequim – para 140 milhões em 2012, segundo dados da consultoria Nielsen. Alguns dizem até que os Jogos poderão ser reconhecidos como “As Olimpíadas do Twitter”.
Já que o serviço é um site para dividir experiências comuns, usuários em massa têm recorrido a ele para aplaudir as vitórias de seus atletas olímpicos e lamentar suas perdas. Quando a nadadora americana Missy Franklin, que tem 210 644 seguidores na rede, ganhou uma medalha de ouro no nado de 100 metros no início desta semana, tuítes sobre ela subiram a um ritmo de 12,7 mil por minuto. Alguns outros eventos trouxeram picos ainda maiores.
Nesta quinta-feira, um recorde foi batido no microblog. O perfil oficial do Twitter postou um “aviso de recorde” na tarde desta quinta-feira, 9, afirmando que “@Bolt” atingira a marca de 80 mil tuítes por minuto durante a vitória do jamaicano nos 200 metros livres em Londres. Marca nunca antes alcançada no período dos jogos olímpicos. O atleta não escondeu o orgulho pela conquista numa de suas mensagens no microblog: “Agora eu sou uma lenda viva”, disse.
Um número significativo de atletas olímpicos está ajudando o crescimento da rede ao tuitar durante os jogos. Michael Phelps, por exemplo, trocou tuítes com o presidente Barack Obama, que escreveu: “Parabéns para Michael Phelps por quebrar o recorde de medalhas olímpicas de todos os tempos. Você deu orgulho ao seu país – bo”. Phelps respondeu: “Obrigado Sr. Presidente. É uma honra representar os EUA”.
Mas a rápida disseminação da informação possibilitada pelas redes sociais tem contribuído para promover a olimpíada e despertar/alimentar/reter o interesse e entusiasmo do público com os Jogos de Londres: os espetadores dentro do parque olímpico podem seguir de perto os seus ídolos esportivos e “conversar” em tempo real com outros aficionados que não estão no recinto, e que de certeza estão a fazer “curto” em todas as fotos, com inveja e prazer.








