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Em tempos de tantos marqueteiros políticos atentos a todas possibilidades oferecidas pela publicidade, é a vez das marcas utilizarem ganchos políticos em suas campanhas.

a culpa nao é da marisa

Cada vez mais, marketing e política andam juntos. A aprovação conquistada por João Dória, atual prefeito de São Paulo, comprova: em apenas três meses, o gestor já conquista 43% de avaliações positivas, número recorde em comparação com seus antecessores.

Grande parte desse sucesso pode ser creditada à suas publicações constantes nas mídias sociais, com vídeos e postagens que divulgam suas ações na cidade e notícias que relatam os avanços de sua gestão. Esse também foi o caso de Barack Obama, que até 2007 era um político sem expressão e que soube usar como ninguém o poder das mídias digitais desde antes de se tornar Presidente dos Estados Unidos.

Com ativações constantes nas redes sociais, o ex-presidente norteamericano foi ganhando as graças dos usuários. Prova disso é que a foto da reeleição do norte-americano é apontada como a mais curtida de todos os tempos: foram mais de 4.435.100 likes e 574.449 compartilhamentos. Se os políticos se beneficiam de ações de marketing para otimizar sua imagem, o contrário também é praticado: muitas empresas ficam de olho na política para traduzir o cenário atual em suas sacadas de marketing e publicidade.

Lojas Marisa e a Lava-Jato no Dia das Mães

O mais recente exemplo dessas sacadas de marketing foi protagonizado pela rede de roupas e acessórias Marisa. Ironizando as declarações do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro em mais uma operação da Lava Jato, as páginas das redes sociais da Marisa divulgaram peças com o slogan: “Se a sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa”.

Trata-se de uma clara alusão ao argumento de Lula de que a responsabilidade pelas negociações com o objeto da investigação da Lava Jato, o condomínio Solaris, no Guarujá (SP), era da ex-primeira dama Marisa Letícia, falecida em fevereiro deste ano.

A campanha gerou debates nas redes sociais entre os apoiadores da ação, que acharam a ‘sacada’ oportuna, e aqueles que consideraram a campanha desrespeitosa por aludir à memória de Marisa Letícia. Foram criadas duas hashtags no Twitter: #NãoCompreNaMarisa e #ACulpaNãoÉdaMarisa, que dividiram os usuários da rede e se tornaram um dos assuntos mais comentados.

De bom gosto ou não, é fato que a ação conquistou o seu objetivo inicial com sucesso: gerar burburinho na imprensa e nas redes sociais para a campanha de Dia da Mães das Lojas Marisa.

alternative facts dove trump

Dove e as “fake News” de Donald Trump

O debate central entre a Casa Branca e a imprensa americana cunhou uma das expressões favoritas do atual prefeito dos Estados Unidos, Donald Trump: as “fake news” ou alternative facts. O comandante da maior potência econômica mundial afirma que a mídia inventa números e fabrica notícias falsas, os “fatos alternativos”, para prejudicá-lo – um dos seus alvos preferidos é a rede de notícias americana CNN.

Para descontrair a guerra entre a Casa Branca e a mídia, a marca Dove surfou no assunto do momento e veiculou um anúncio de duas páginas nos principais jornais do Reino Unido da Unilever criado pela Ogilvy britânica. A peça lista diversos “fatos alternativos” sobre o novo desodorante – todos absurdos, mas assinados como “alternative facts”

Veja o que o anúncio polêmico da Dove diz:

O novo antitranspirante Dove aumenta o seu QI em 40 pontos.
O novo antitranspirante Dove foi usado, pela primeira vez, por Cleópatra.
O novo antitranspirante Dove planeja o seu próximo feriado.
O novo antitranspirante Dove aumenta o seu sinal de Wi-Fi.
O novo antitranspirante Dove encontrará aquela meia perdida há dois anos.
O novo antitranspirante Dove rima com “laranja”.
O novo antitranspirante Dove ajuda você a relembrar os nomes de parentes distantes em reuniões.
O novo antitranspirante Dove é um ótimo ouvinte.
O novo antitranspirante Dove faz o elevador chegar quando você aperta ferozmente o botão.
O novo antitranspirante Dove conhece um cara que pode colocar você na lista de convidados.

Jornal Meia Hora e prisão de Eike Batista

Conhecido por suas capas e manchetes pouco convencionais, o jornal carioca Meia Hora não deixou passar em branco a prisão de Eike Batista. O fato foi noticiado com a identidade visual e jargões similares ao da revista “Caras”, famosa por divulgar a vida das celebridades, mas titulada dessa vez como “Celas – A revista dos presos vips”.

A ironia do veículo carioca não parou por aí: na mesma capa, o Meira Hora também brincou com a rotina de leitura do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, preso também sob suspeita de desvios de verbas de recursos federais em obras do governo estadual.

Marketing factual: briefing da campanha é o noticiário

Um dos principais objetivos das campanhas de marketing é evidenciar as empresas. Para isso, usar o artifício das notícias como ‘gancho’ para as campanhas é uma ótima sacada. Afinal, o noticiário não sai da boca do povo, e atrelar as marcas aos temas quentes e mais pautados do momento faz com que ela também se torne notícia.

Além das ferramentas e tendências do segmento marqueteiro, é importante que profissionais e agências sigam de olho nas novidades. Nada é mais vivo do que as notícias e usá-las a favor das campanhas publicitárias pode ser a estratégia que faltava para que a sua marca se torne ainda mais popular no mercado e no País. Ou não…

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