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Empresa cancelou contas de supremacistas brancos que viajariam para ato em Charlottesville

Parecia uma cena saída do século passado. Na última semana, em um protesto organizado pela extrema-direita estadunidense na cidade de Charlottesville, no estado da Virgínia, nos EUA, centenas gritavam palavras de ódio contra imigrantes, negros, gays e judeus enquanto carregavam tochas.

A passeata terminou em confronto entre neonazistas e antifascistas e deixou um morto e 34 feridos no primeiro grande episódio de violência racial no governo de Donald Trump. A resposta do presidente americano? Críticas aos “dois lados”, o que ativistas de direitos civis julgaram como uma falha por não condenar explicitamente os movimentos neonazistas, o que causou, inclusive, críticas por parte de correligionários do próprio Partido Republicano, fazendo com que Trump voltasse atrás e lamentasse o ocorrido.

campanha airbnb

Nesse cenário de iminente guerra civil, a resposta de uma das maiors startups de tecnologia do mundo pode ter diminuído o tamanho do movimento de ódio. Milhares eram esperados em Charlottesville, mas apenas centenas de participantes conseguiram chegar e se hospedar na cidade, em parte graças às negativas do Airbnb.

Engajamento na prática: startup se posiciona fora da web

A empresa, que conecta viajantes e anfitriões interessados em alugar seus imóveis no mundo todo, alegou violação dos termos de uso, cancelando e bloqueando as contas dos usuários que iriam se hospedar em Charlottesville para a marcha racista. Por meio da checagem de cada conta, o Airbnb verificou cada perfil interessado em residências na cidade, identificando aqueles que faziam parte do movimento de ultra-direita Unite the Right.

De acordo com a empresa, as contas foram canceladas por apresentar comportamento antiético. Trata-se de um dos raros casos em que uma empresa de tecnologia se engaja tanto na luta contra o ódio racista. Porém, o posicionamento da marca já previa a luta contra a xenofobia desde a sua participação no SuperBowl, com um recado direto para Donald Trump.

Na ocasião, o Airbnb veiculou um vídeo com uma mensagem de inclusão contra a política xenofóbica do novo presidente americano. “O mundo é um lugar muito mais bonito quando você aceita. Nós aceitamos”. O lançamento do filme acompanhou também o compromisso da marca de oferecer abrigo temporário nos próximos cinco anos para 100 mil pessoas.

Ação segue intervenções contínuas do Airbnb

Essa não foi a única vez que a plataforma mostrou o seu engajamento contra a xenofobia. Uma anfitriã que cancelou uma reserva com comentários racistas foi acionada pelo Airbnb e condenada pela justiça estadunidense. A crença pela igualdade promovida pela empresa tem ido além de campanhas bem escritas, com intervenções reais e engajamento.

Gigantes como o Twitter e o Facebook, que constantemente são acusados de pouco fazer em casos de discriminação, mostram que ainda têm muito a aprender com o Airbnb. O Vale do Silício também pode observar o episódio como uma oportunidade para apostar em ferramentas que permitam que os próprios usuários combatam discriminações em outros aplicativos.

Nesse cenário turbulento em que a liberdade de discurso esbarra com o respeito aos direitos humanos mais básicos, a tecnologia pode mostrar que faz sim a diferença com ações que privilegiam vidas no lugar da busca incessante pelo faturamento desenfreado.

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